O g1 tentou entrar em
contato com o apresentar por e-mail, mas não obteve resposta até a última
atualização desta notícia.
Na ocasião, Sikêra
apresentava o programa 'Cidade em Ação', no canal TV Arapuan. Enquanto
noticiava a prisão de uma mulher, o apresentador fez diversos comentários
negativos sobre ela e usou termos como "vagabunda" ,
"preguiçosa" e "venta de jumenta". Ele também apontou que a
vítima não estava com as unhas pintadas e disse que "mulher que não pinta
a unha é sebosa".
Na denúncia, o
Ministério Público Federal (MPF) definiu as palavras de Sikêra como
"ofensas injuriosas raciais" contra a mulher. O órgão entendeu que o
apresentador extrapolou os limites da liberdade de expressão e violou o direito
da mulher ao princípio constitucional da preservação de inocência.
O Ministério Público
Federal (MPF) entende que o apresentador praticou crime de racismo, tipificado
no Artigo 20 da Lei nº 7.716. A pena para esse tipo de crime pode ser de um a
três anos de prisão e multa.
Em agosto de 2018, foi
assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público
Federal (MPF) e a emissora paraibana onde Sikêra trabalhou, com relação a este
mesmo episódio. Na época, a rapper paraibana Kalyne Lima, em seu perfil em uma
rede social, criticou a conduta do apresentador sobre o caso, e foi ofendida
por ele em programas seguintes.
No documento, a
emissora se comprometeu a veicular na sua grade de programação material em
formato publicitário com duração de 30 segundos difundindo ideais relevantes
para a cidadania, em defesa da tolerância e do respeito às diversidades. (COM G1 PARAÍBA)

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